Correspondente bancário é a empresa ou o profissional contratado por um banco pra atender o cliente em nome dele: receber a proposta, montar o dossiê e encaminhar o financiamento. Ele agiliza o crédito e é a porta de entrada de muita gente no financiamento, mas quem decide e concede o empréstimo é sempre o banco. E um ponto que vale saber: ele não pode cobrar taxa de você.
O correspondente bancário é quem faz a ponte entre você e o banco no financiamento. Ele recebe a sua proposta, junta a documentação, monta o dossiê, compara condições e acompanha a aprovação até o registro. É contratado pelo banco e atua sob as regras dele, que assume a responsabilidade pelo atendimento. Isso é regulado pelo Banco Central (Resolução CMN 4.935/2021).
Duas coisas importam pra não se confundir:
- Ele não decide o crédito. O correspondente origina e encaminha; quem analisa e concede o financiamento é o banco. Se ele te promete aprovação garantida, desconfie.
- Ele não pode cobrar de você. É vedado o correspondente (ou o banco) cobrar tarifa, comissão ou "ressarcimento" do cliente pelos serviços que são de responsabilidade do banco. Quem remunera o correspondente é o banco, não você. O STJ já decidiu que repassar essa comissão pro consumidor é abusivo (Tema 958), e cobrança indevida pode virar devolução em dobro.
Onde mora o risco: o correspondente sério não cobra taxa. O problema é a "assessoria" que se apresenta como correspondente e embute uma taxa de serviço, uma comissão ou um "por fora" pra agilizar. Isso não é normal, é indevido. Antes de assinar, confira o CET (Custo Efetivo Total) e a tabela de tarifas oficial do banco, e questione qualquer cobrança que não esteja lá.
Pro flip, o correspondente é uma mão na roda: ele acelera a aprovação do financiamento, que é justamente o que você quer quando o tempo é dinheiro. Um bom correspondente compara bancos, monta o dossiê certo e destrava o crédito mais rápido. Só não pague nada a ele por isso: o serviço dele é pago pelo banco. Se aparecer taxa, é sinal pra recuar.